Mostrar mensagens com a etiqueta Dreams. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dreams. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Pôr o mundo a girar ao contrário


Photo by Moey Hoque

A caminho de casa parei algum tempo num banco de jardim. Todos os dias passo por aqui, raramente paro para ficar, ou fico para pensar. Os bancos exigem o nosso tempo, os nossos pensamentos. E o dia, de tão esgotante e surpreendente, exigia também que desse um descanso ao corpo. Sei que me vou lembrar deste dia para sempre. Só não sei ainda se o vou recordar como o dia em que "consegui" ou como o dia em que "quase cheguei lá". Isso depende da próxima volta que ainda falta o mundo dar. Mas se eu conseguisse pôr o mundo a girar ao contrário, se eu conseguisse que ele me desse atenção, ele ia saber que nada, nem outro momento qualquer, poderá superar o quanto eu acredito. O quanto eu quero. O quanto isto é mesmo importante. Tem de ser. Se há algum presente reservado pela vida para mim, que seja este. Se existe sorte, que seja esta. Se existirem sonhos realizados, que seja este. Se o destino escreve certo, que seja agora. Se for para os astros se alinharam, que seja já. Tem mesmo de ser. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O meu sonho é ...


Photo via Welcome Beyond



Quando alguém me fala dos seus sonhos, algo muda em mim. Reoriento toda a minha atenção para as suas palavras e, por sentir que estou a entrar num espaço proibido, conto as baladas do meu coração em plano de fundo. Só para ter a certeza que ele não me falha, tamanha é a gratidão que me envolve. É uma honra ouvir alguém falar dos seus sonhos. E dos seus planos para lá chegar, das quedas que antecipa e da esperança. Todos os sonhos acabam por ser iguais: são o nosso caminho mais puro, profundo e saudável para aquele momento que se diz felicidade. E o caminho para esses sonhos acaba também por parecer tão pré-definido. Há sempre percalços, há sempre dúvidas, há sempre o senão e o talvez e o não sei mesmo se chego lá. Mas há também sempre uma meta e um momento e o caminho de guerra para se lá chegar. Não será o caminho também uma parte do sonho?

-------------------------------------------------------------------------------------

**When someone tells me about their dreams, something changes. I reorient my all attention to his words and, for feelling that I'm entering a forbidden place, I count the ballads of my heart in the background. Just to make sure he does not fail, such is the gratitude that involves me. It's an honor to hear someone talk about their dreams. And their plans to get there, the antecipated falls and the hope. All dreams end up being alike: they are our most pure, deep and healthy for road for that moment that says happiness. Also, the way to get to these dreams look so pre-defined. There are always mishaps, there are always doubts, there are always a "but" and a "maybe" and "do not even know if I will get there". But there is also always a goal and a fight and the path to get there. That road is not a part of our dreams too?**

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O que vem a seguir


Photo: Unknown Author

A parte negativa de descobrirmos o que gostaríamos de fazer para o resto dos nossos dias é que, a partir desse momento, tudo o que esteja fora desse desejo é um aborrecimento. É uma escolha lógica do coração: não faz sentido contentar-se com algo menos do que a felicidade. Passas a carregar nos ombros o peso de agora saberes o caminho que queres seguir. O coração passa a falar contigo, dá-te ordens e guia-te. A mente programa os planos de acção, faz as contas aos desafios e às oportunidades. As pernas movem-se para o teu destino. E a tua pele passa a absorver cada sinal de esperança. Não há um milímetro dentro de ti que não esteja alinhado nessa canção de felicidade. Queres tudo, para já, para ontem. Queres fazer aquilo que sabes que te movimenta o corpo e alma com a potência de um foguetão. Queres aquilo que sabes que te acorda para vida. Tudo o resto, que esteja desafinado dessa melodia, é um arrastar de pés, é um sufoco do coração. 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Os nossos sonhos e os outros


Photo by Miann Scanlan

Quem sonha procura incessantemente aquele momento em que os astros se alinham, as dúvidas se dispersam e as palavras de incentivo chegam. Queremos pôr todos a sonhar connosco, a lutar ao nosso lado, criar um exército invencível, que nos sossegue o medo e acalme uma viagem que sabemos longa. Pisar este terreno escorregadio dos sonhos já é difícil que chegue para o fazermos sós. Não queremos ter alguém na meta, queremos os curiosos na casa de partida mas apenas os resistentes no meio do percurso. Não precisamos de aplausos ao chegar: o que nos faz falta é um empurrão para começar e muitas mãos estendidas pelo caminho. Os nossos sonhos não são nada sem os outros. Os que nos mostram as costas, tornam-nos mais fortes. E os que nos dão a mão, tornam-nos mais fortes.

                        --------------------------------------------------------------------------------------

**The ones that dream incessantly seek for that moment when the stars align, doubts disperse and words of encouragement come. We want that others dream with us, fight on our side, create an invincible army to settle down our fear on a road that we know is long. This slippery slope of dreams is ward to make alone. We do not want to have someone on the winning post, we want the curious in the beginning but only the resistants to support us on this road. We do not need to get applauses: what we need is a push to start and many outstretched hands along the way. Our dreams are nothing without others. Those who show us their backs, make us stronger. And those who give us a hand, make us stronger.**

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Seguir


Photo (Praia da Arrifana) by Travelstyle - Adelina Dalia

Partir dos lugares que nos prendem os pés, deixar cair o conforto dos dias iguais. Sonhar mais alto, mais longe, mais forte. Deixar o conhecido e correr atrás do que ainda nos assusta. Sem medo que nos passe a assustar, que seja o rumo imperfeito, que se tenha de voltar atrás. Partir em direcção ao que ainda parece distante, apressar o passo mas respirar levemente. Deixar entrar um pouco de coragem, deixá-la assentar o suficiente só para mais um passo. O passo suficiente para nos levar um pouco mais perto do que está para vir e um pouco mais longe do que já nos confortava. Sonhar mais alto, mais longe, mais forte. Trocar o medo pela força que este também nos dá quando o enfrentamos. Levar a nossa avante e deixar de olhar para trás. Pensar que o conforto do mesmo não ajuda às aventuras, restringe a coragem, não deixa ver o que está já ali, mesmo à nossa frente.

                        -------------------------------------------------------------------------------------

** Leave the places that hold our feet, dropping the comfort of the "day after day". Dream higher, farther, stronger. Leave the familiar and go after what still scares us. Without fear that we will be scared, that there is an imperfect course, that we have to go back. Follow the dirrection that still seems distant, pick up the pace but breathe easyly. Gatther a little bit of courage, let it settle enough before take one more step. Enough to get us a little closer to the future and a little farther from our confort zone. Dream higher, farther, stronger. Replace fear by the strength that he also gives us when we face him. Go forward and stop looking back. Believe that the comfort zone does not help the adventures, restricts the courage, do not let us see what is already there, right in front of us. **

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Diz-me em voz alta


Levei tanto tempo a falar deste sonho. Juro que pensava que se o sonhasse, afirmasse, gritasse em voz alta ele iria despedaçar-se em mil bocadinhos de nunca. E tratava de o carregar às costas silenciosamente, como um tabu ou uma pedra preciosa, protegendo-o incansavelmente do mundo real. Deixava-o lá, no mundo dos sonhos. A maturar e a saturar, a deixar-me inquieta, sempre a pedir a minha atenção. Como um bichinho carpinteiro insuportável. Sempre a tentar fugir, a saltar do trono que lhe dei, a tentar ser maior e mais real. E na junção dos pequenos momentos em que o deixei prevalecer e levar a melhor, ganhou tamanha força que deixei de o controlar e proteger. 

Há uma frase de Paulo Coelho que diz: "O amor é como uma represa; se há uma brecha onde possa passar um fio de água, em pouco tempo as paredes serão destruídas - pois a corrente será incontrolável." E é isto que acontece nos sonhos também porque, no fundo, são feitos de amor.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------

**It took me so long to talk about my dream. I swear that I thought that if I dream, claimed it, shouted aloud, my dream will shatter into a thousand bits of never. Thus, I silentlyload it up on my back, like a taboo or a precious stone, relentlessly protecting it from the real world. I left it there in the world of dreams. To mature and saturate, leaving me restless, always asking for my attention. Like a pet that needs our attention. Always try to run, to jump of his throne, trying to be bigger and more real. With the junction of all the small moments in which I let him prevail and get the best out of me, he gained such force that I stopped to control and protect him.

According to Paulo Coelho: "Love is like a dam. If you let a small trickle of water seep through the gap, it will finally blow the walls and there comes the moment when you can’t take control of the element. And when the walls collapse, love will overtake everything."
And I believe that this is what happens to dreams because they are made of love too.**

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

As arestas

Quando sonho, estas são as arestas que imagino:


1) Uma casa branca no cimo do monte;
**A small white house on the hill**



Photo by Andrew Lockie

2) A textura da madeira;
**The texture of wood**



Unkown author


3) O cheiro das receitas da minha irmã;
**The small of the my sister recipes**


Photo by Happy Olks

4) Uma bicicleta à porta;
**One bicycle at my front door**



Photo by A Beach Cottage

5) Um jardim-pomar
**One fruit-garden**



Unkown author

sábado, 20 de setembro de 2014

Desenhar os sonhos


Não sei exactamente precisar o dia em que este sonho nasceu. Acho que ele se desenhou pelo alinhamento de pequenos momentos perfeitos, pela junção de quem sou e onde descobri que quero chegar. Levei muito tempo a dizê-lo em voz alta. Tempo demais. Cá dentro, ia construído cada linha deste círculo mas não pensava que o fosse fechar. Hoje tenho a certeza que sim.

Mas falemos do sonho. Não, vamos começar pelo início. Pela menina que nasceu numa ilha. Uma ilha perdida no Atlântico. Alma de milhafre, coração banhado a mar e céu. Pensava que todo o mundo era só aquela ilha, aquelas fronteiras de mar. Depois descobriu que haviam cidades e locais que não eram ilhas, donde nem se vê o mar, sítios longínquos ... como o mundo é grande, afinal! A ânsia por descobrir este mundo levou a menina para longe da ilha. E ela achou que tinha tudo. O mundo inteiro para conhecer e tantas coisas novas para descobrir. Mas, depois, o tempo passou e o tudo virou nada. Porque o tudo que ela achava que tinha, não era nada quando o coração não está lá por inteiro. Faltava aquele mar e o cheiro a sal. A família. Os almoços de domingo. A Natureza. Sempre a Natureza.

E assim chegou a hora de regressar a casa. O sonho do regresso. E de construir um lugar, feito de alma e coração, para mostrar ao resto do mundo, porque é que os corações que chegam a esta ilha, perdem sempre um pouco de si ao partir. Quero voltar a ser ilha.

              -----------------------------------------------------------------------------------------------------


**I do not know exactly when this dream was born. I think it was designed by the alignment of small perfect moments, by the junction of who I am and where I want to get. It took me a long time to say it aloud. Too long. Inside, I was building  each line of the circle but I never thought that I will finish it. Today I'm sure.

But let's talk about dreams. First, let's start at the beginning. For the girl who was born on an island. An island lost in the Atlantic Ocean. With the soul of a bird, a heart full of sea and sky. She thought  that the worl was just that island, those boundaries in the sea. Then, she discovered cities and places that were not islands, faraway places ... showing that the world is big, after all! The urge to discover this world took the girl away from the island. And she thought she had it all. The whole world to know and so many new things to discover. Then, everything became nothing. Because the everything that she thought she had, it was nothing when the heart is not there entirely. Lacked that sea and the smell of salt. The family. The Sunday lunches. Nature. Always Nature.

Thus, it was time to return home. And to build a place, made ​​with heart and soul, to show the rest of the world, why the hearts that come to this island, always lose a bit of themselves when they have to leave. I want to be an island again **


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Dreams Know the Way


Que a primeira mensagem deste blog seja sobre sonhos. Não dos que se criam pelo cansaço dos dias tornados noites, não daqueles que esquecemos pela manhã. Dos outros. Dos maiores e mais profundos. Dos constantes. Dos que nos mantêm acordados, alertas e vivos. Esses, que são maiores que as simetrias pré-traçadas da vida. Dos que são feitos do mais profundo sentido de nós. Sim, esses que nos indicam sempre o melhor caminho, o mais feliz e completo. Esses mesmos que, apesar de fazerem funcionar cada átomo do nosso destino, são tantas vezes recalcados e escondidos. Sobretudo pelo medo. É desses mesmo que quero falar na primeira mensagem deste blog. Porque é por causa deles que aqui estou.

                -----------------------------------------------------------------------------------------------------

**Let the first post of this blog to be about dreams. Not those created by the fatigue of the days that become nights. The others. The largest and deepest. Those who are constants. Those that keep us awake, alert and alive. Those, larger than the pre-drawn symmetries of life. Those, made of the most profound sense of us. Yes, those who always show us the best way, the happier and complete. Yes, those that, make it work every atom of our destiny and are often repressed and hidden. Primarily, by fear. It is about them that I want to talk in this first post. Because its for them that I am here today**

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

As Arestas




Photo via Virlova Style

Unkown Author

 Imagino janelas altas e largas, em plena amizade com a luz da manhã. Imagino uma pequena casa branca. Imagino um canteiro de flores, sempre bem regado, junto à porta da frente. Imagino uma casa de pássaros pendurada nas árvores. Um banco de madeira para ver o tempo a passar. 

                  -------------------------------------------------------------------------------------------
** I imagine high and wide windows conecting the morning light. I imagine a small white house. I imagine flowers on the front porch. I imagine a bird house hanging in the trees. A wooden bench to see time pass by. **